Todos viram o caso da menina Isabella, encontrada morta após chegar à casa do pai em São Paulo. A questão é: como a alguns veículos da imprensa brasileira estão tratando de reportar o desenrolar do caso. Citei como alguns, porque não tenho a certeza de que são todos os veículos a tratarem de casos, como o de Isabella, de forma tão antiética.
Todos são inocentes até provarem o contrário. Mas para "ganhar" mais audiência, o pai, suspeito e última pessoa a ter contato com a menina, está sendo julgado pela grande mídia como o autor do crime.
Não quero defender ninguém, apenas penso no sentido ético das matérias. Chamadas cheias de malícia, manchetes que incitam a população a reagir. Aprendemos que temos o poder das mensagens nas mãos e a vida de muitas pessoas. Por exemplo, pessoas próximas ao casal tiveram prejuízo material, como a tia da madrasta da menina, que tem uma loja e esta foi apedrejada. Numa conversa em sala fiquei sabendo que o avô da menina quase foi linchado na porta da delegacia.
Para pensar: e se ficar provado que o pai não é o culpado? Como irão se redimir de tal injúria? Mesmo que se retratem, não terá o mesmo peso da acusação.
Nós como futuros jornalistas temos muitos exemplos para refletir. Dependerá de nós trabalharmos com ética e tentar uma imparcialidade, mas sempre ser fiel aos nossos valores.
Marta Kochann.
domingo, 6 de abril de 2008
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Um comentário:
Parabéns Marta pelo texto.Fiquei me perguntando a mesma coisa.Pra que descobrir o verdadeiro culpado do caso, se o pai e madrasta já estão sendo condenados pela midia, consequentemente, pela sociedade?
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