quinta-feira, 24 de abril de 2008

Ética e Jornalismo na web

"O jornalismo online está promovendo mudanças nos hábitos da população brasileira. Ele é uma das fontes primárias e mais baratas de acesso às informações do cidadão", diz Jorge Lima no seu artigo Jornalismo na Web- Por um código específico para o Observatório da Imprensa.
Por abranger uma enorme quantia da população brasileira e também ter seu acesso praticamente gratuito os jornalitas devem ter seu cuidado redobrado na hora de "postar" uma notícia.
Não existe, ainda, um código de ética espefícifico para a internet. Desculpas: falta de fiscalização, difícil controle das postagens, fotos manipuladas. Mas não há desculpas para o jornalista ser anti-ético, porque antes de mais nada ele deve respeitar as normas e condutas éticas do jornalismo tradicional. A apuração precisa, o contato com as fontes, o cuidado com as fotos digitais, são premissas básicas de um bom jornalismo em qualquer um dos meios de comunicação tanto impreso, radiofônico ou eletrônico.
O público e o privado merecem atenção especial na web. Se nos veículos tradicionais de comunicação já é difícil separar a linha tênue desses dois conceitos na web fica ainda pior! Com os celulares que tiram fotos, filmam, mandam e-mails qualquer pessoa que tiver acesso a internet pode publcar uma foto de um espetáculo ou acidente de trânsito ocorrido com as celebridades como também uma simples ida ao supermercado de chinelos e boné. Ai está a dificulade em saber qual das fotos não estaria entrando na linha do privado e qual delas se não publicada estaria escondendo um fato do público? A ética está em levar para a população o fato que está dentro dos parâmetros de noticiabilidade.
Portanto, antes de querer ter o "furo" em suas mãos e dar margem ao erro jornalístico é necessário apurar e com a ética de jornalista consciente colocar online a notícia.

Um comentário:

Ela disse...

Um código de ética específico ajudaria, mas nada resolve a falta de ética atrelada a falta de princípios humanos de qualquer pessoa. A discussão deve ser sobre a educação de um povo, e não só sobre limitações de um código. De todo modo, reflexões sobre o tema são válidas num tempo de poucas preocupações com as pessoas atingidas em virtude de atitudes irresponsáveis de jornalistas e mercado preocupados apenas com a audiência.