terça-feira, 22 de abril de 2008

O valor da agilidade virtual

Para a Internet tudo é baseado em pressa. O que interessa é informar, não importa se está correto ou não. Caso não seja verídico é só fazer uma errata, certo?! Errado. Apesar da busca de informação no mínimo espaço de tempo, não há por que fazê-lo de qualquer jeito. Isso destrói a a confiança do leitor no veículo. Mas a vontade de ser o primeiro jornal (online) a publicar sobre tal assunto faz com que as notícias não sejam verificadas. É certo que a digitalização nos meios de comunicações é um benefício, e grande, mas: "Essa característica da web pode e deve ser explorada, entretanto, não podem ser esquecidas as lições básicas de se checar as informações enviadas." Como citado no texto Ética no jornalismo digital, de Cláudia Freitas e autores.
A exploração de tragédias e outros acontecimentos, até mesmo mundiais, ganham muita força nos veículos informativos, em especial os de uso online. Além desse poder de transportar informação, há a interatividade com o público. Ou seja, os leitores podem opiniar e ajudar com dados para que os jornais transfiram mais na notícia. Em especial, nestes casos que não ocorre a apuração da verdade. O meio virtual é de grande auxílio para o meio comunicacional. Ele só deve ser usado com mais responsabilidade.

2 comentários:

Daniel Isaia disse...

O "furo" de reportagem sempre foi o sonho de consumo das mídias. Hoje, com a facilidade na difusão das informações, essa ganância parece ter ganho mais força.
A discussão acerca da credibilidade da informação na internet (principalmente), considerando-se o que foi dito, não deve nunca cessar. Infelizmente, percebo que é um debate que acaba morrendo na academia.
Será que a própria pressão pública por um jornalismo de mais qualidade não irá, um dia, vencer o "jornalismo de mercado" praticado pelas empresas midiáticas?

Ela disse...

Responsabilidade, essa é uma palavra esquecida por muitos atualmente, não só em nossa área.