A partir de 2009, as embalagens de cigarro ficarão mais assustadoras. Já foram anunciadas as novas imagens: um feto jogado num cinzeiro, um tórxa aberto mostrando um coração infartado, um pé gangrenado, um menino observando o pai morrer, um corpo abandonado num necrotério, entre outras.O Ministério da Saúde, ao intensificar essas campanhas, obetiva reduzir ainda mais o número de mortes no Brasil causadas por câncer no pulmão. Nosso país, segundo dados do próprio Ministério, é o primeiro país em desenvolvimento a mostrar queda na mortalidade por cânceres de pulmão, brônquios e traquéia. Dados do Departamento de Análises de Situação de Saúde (Dasis), da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), indicam que a redução ocorreu entre homens, das faixas etárias de 30 a 49 anos, nas regiões Sul e Sudeste, no período entre 1981 e 2001.
De acordo com a Maria de Fátima Marinho de Souza, do Departamento de Análise de Situação de Saúde da SVS, essa queda pode ser relacionada ao impacto das campanhas anti-tabagistas promovidas pelo Ministério da Saúde e pelos governos estaduais e municipais nas últimas duas décadas. A avaliação é a de que gerações mais novas foram influenciadas a deixar de fumar ou nem começaram, reduzindo a exposição ao principal fator de risco do câncer de pulmão, por exemplo.
"A redução da mortalidade por câncer indica que as ações governamentais mostram seus impactos e devem ser mantidas e estimuladas", afirma Fátima. "Aponta também a importância da análise de dados de saúde para a tomada de decisões, como foi o caso da indicação de campanhas nacionais anti-tabagistas para reduzir o consumo de tabaco e, conseqüentemente, doenças relacionadas ao consumo de cigarro", completa.
Sendo assim, é possível verificar - apesar de questionamentos - que as imagens "assustadoras" nas carteiras de cigarro tem causado efeitos positivos. Os dados comprovam.
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